quinta-feira, 6 de outubro de 2011
Histórias de PSF - A dor estampada.
Uma senhora entra no consultório com visível dificuldade para andar, puxando a perna esquerda e ao sentar-se diz:
- Doutor, tô com uma dor da "gota" aqui dentro da bolacha do joelho!
- Na bolacha do joelho? Hmmm...e essa dor começou quando minha senhora? - Pergunto eu.
- Ah doutor, faz uns 7 dias que tá assim...foi logo depois que comecei a usar a sandália estampada.
- Sandália estampada? - Questiono sem entender a relação da dor com a tal sandália.
- Sim doutor, daquelas cheia de "frorzinha".
Como quem não entendeu bulhufas murmuro - Hmmmm... e porque a senhora acha que essa dor começou quando usou essa sandália estampada?
- Ah doutor é porque eu sou alérgica a estampas.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Deu-se, dá amor à dor!
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Suicídio: conhecer para prevenir
Todos os tipos de transtornos do humor têm sido associados com suicídio. Estes incluem transtorno afetivo bipolar, episódios depressivos, transtorno depressivo recorrente e transtornos do humor persistentes (p.ex., ciclotimia e distimia).
- Insônia persistente.
- Negligência com os cuidados pessoais.
- Doença grave (particularmente depressão psicótica).
- Déficit de memória.
- Agitação.
- Ataques de pânico.
- Idade menor que 25 em homens.
- Fases precoces da doença.
- Abuso de álcool.
- Fase depressiva de um transtorno bipolar.
- Estado misto (maníaco-depressivo).
- Mania psicótica.
- Transtornos psiquiátricos (geralmente depressão, alcoolismo e transtornos de personalidade).
- Doença física (doenças terminais, dolorosas ou debilitantes, AIDS).
- Tentativas anteriores de suicídio.
- História familiar de suicídio, alcoolismo e/ou outros transtornos psiquiátricos.
- Estado marital solteiro, viúvo ou separado.
- Viver sozinho (isolamento social).
- Desemprego ou aposentadoria.
- Luto na infância.
- Tiveram alta recentemente do hospital.
- Tem história de tentativas anteriores.
- Separação marital.
- Luto.
- Problemas familiares.
- Alterações no status ocupacional ou financeiro.
- Rejeição de uma pessoa significativa.
- Vergonha e medo de ser culpado de algo.
Mitos | Realidade |
Os pacientes que falam em suicídio raramente o cometem. | Os pacientes que cometem suicídio normalmente dão alguma pista ou aviso antecipadamente. As ameças devem ser levadas a sério. |
Perguntar sobre suicídio pode provocar atos suicidas. | Perguntar sobre suicídio frequentemente reduzirá a ansiedade a respeito deste tema; o paciente pode sentir-se aliviado e melhor compreendido. |
Leia mais em:
http://www.abelsidney.pro.br/prevenir/medicos.pdf
terça-feira, 7 de setembro de 2010
CONSTRUINDO SOLUÇÕES PARA DESCONSTRUIR PROBLEMAS
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Em ritmo de galope
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Depressão: quando encaminhar ao psiquiatra?
- O encaminhamento ao psiquiatra está indicado nas seguintes situações:
- O encaminhamento ou consultoria com psiquiatra é apropriado nas seguintes situações:
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Acadêmicos até às 24h
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Transtorno Bipolar do humor
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Relação médico-paciente : companheiros de viagem

Esta é a história de dois renomados curandeiros, que viveram em tempos bíblicos. Embora ambos fossem altamente eficientes, eles trabalhavam de maneiras diferentes. O curandeiro mais jovem, Joseph, curava através de uma escuta silenciosa, inspirada. Os peregrinos confiavam em Joseph. Sofrimento e ansiedade despejados em seus ouvidos desapareciam como água na areia do deserto, e os penitentes saíam de sua presença leves e calmos. Por outro lado, Dion, o curandeiro mais velho, confrontava ativamente aqueles que buscavam sua ajuda. Ele adivinhava os pecados inconfessos deles. Era um grande juiz que punia, repreendia e retificava, e que curava por meio de uma intervenção ativa. Tratando os penitentes como crianças, ele dava conselhos, punia com a determinação da penitência, ordenava peregrinações e casamentos, e obrigava os inimigos a fazerem as pazes.
Os dois curandeiros nunca se encontraram e trabalharam como rivais durante muitos anos, até que Joseph se tornou cada vez mais doente espiritualmente, caiu em melancólico desespero e foi assaltado por idéias de autodestruição. Incapaz de curar a si mesmo com os próprios métodos terapêuticos, ele partiu numa jornada rumo ao sul para buscar ajuda de Dion.
Em sua peregrinação, Joseph descansou uma noite num oásis, onde travou uma conversa com um viajante mais velho. Quando Joseph descreveu a finalidade e o destino de sua peregrinação, o viajante se ofereceu como guia para ajudá-lo na busca por Dion. Mais tarde, em meio à sua longa jornada juntos, o velho viajante revelou sua identidade a Joseph. Mirabile dictu: ele próprio era Dion — exatamente o homem que Joseph procurava.
Sem hesitação, Dion convidou seu mais jovem e desesperado rival à sua casa, onde viveram e trabalharam juntos por muitos anos. Dion pediu inicialmente que Joseph fosse um empregado. Mais tarde, ele o promoveu a estudante e, finalmente, a colega.. Anos depois, Dion caiu doente e, em seu leito de morte, chamou seu jovem colega para que ouvisse uma confissão. Falou da antiga e terrível doença de Joseph e de sua jornada até o velho Dion para implorar ajuda. Falou sobre como Joseph tinha sentido que fora um milagre que seu companheiro de viagem e guia se revelasse ser o próprio Dion.
Agora que estava morrendo, tinha chegado a hora, disse Dion a Joseph, de quebrar seu silêncio sobre aquele milagre. Dion confessou que, naquela época, o encontro tinha lhe parecido um milagre, pois ele também tinha caído em desespero. Ele também sentia-se vazio e espiritualmente morto, e, incapaz de se ajudar, havia partido numa jornada em busca de ajuda. Naquela mesma noite em que eles tinham se conhecido no oásis, ele estava numa peregrinação em busca de um curandeiro famoso chamado Joseph.
domingo, 9 de novembro de 2008
Hospital Geral do Estado (HGE) - A verdade por trás da fachada

Nota: Essa carta denúncia foi encaminhada para o Conselho Regional de Medicina
HGE (Um Desabafo.)
Informamos aos senhores que, lamentavelmente, a situação atual do tão propagado Hospital Geral, é extremamente grave e preocupante pelos prejuízos que vem causando a cada dia, à população e também aos seus funcionários.
A desorganização, o descaso e os constantes desencontros fazem parte de um triste e horripilante cenário.
Inúmeros pacientes internados pelos corredores e em macas improvisadas, a superlotação das enfermarias nos mostra o quanto deficitário se encontra o sistema de saúde do nosso estado e do nosso país.
São centenas de ambulâncias vindas de vários municípios e se perfilam na frente do HGE e no estacionamento, como um verdadeiro "desfile daquilo que não se deveria fazer".
Enquanto os Hospitais do interior continuam com seus leitos vazios e desabastecidos de tudo.
Sabemos que a culpa não é só de A ou de B, mas de todo alfabeto e inclusive dos analfabetos em administração da saúde pública
Os funcionários das diversas áreas permanecem perplexos, estarrecidos, anestesiados e encurralados pelas pressões da desorganização e da superlotação,
Como se estivessem sendo jogados em jaulas de leões, executam de forma humanamente impossível e à duras penas, suas tarefas para amenizar a dor e o sofrimento dos pacientes amontoados naquela instituição.
Vê-se no rosto de cada um, a angustia, a indignação e a marca recente da frustração, quando se falava em dias melhores...
O desconforto, o calor das enfermarias, as inúmeras cobranças e pouquíssimos funcionários de todos os setores fazem parte do selo daquilo que se chama Inferno.
As ameaças e desacatos atingem de forma mais abrangente desde a recepção ao serviço social e assim por diante.
As alas de internação recebem os mais cáusticos raios de sol, "queimando" a pele não só dos funcionários de enfermagem, mas de alguns pacientes que devido ao calor, solicitam alta hospitalar imediatamente.
As telefonistas "acomodadas" devidamente numa "Cabine- Estufa" ouvem todos os tipos de barulhos, às vezes também o telefone...
Sem falar na deficiência das salas de repouso, direito de todos.
A teimosia em manter o número de funcionários subdimensionados transformou o ambiente hospitalar numa verdadeira casa de senzala.
As áreas coloridas tornaram as tarefas menos produtivas e pelo pequeno número de profissionais de saúde, aumentou ainda a questionável assistência hospitalar humanizada.
Os pacientes das áreas AMARELAS (UTI- disfarçada) e que, portanto necessitam de cuidados intensivos, são "jogados" para os Clínicos que não possuem qualificação para tal e que dentro em breve serão responsabilizados por algo que eles não terão culpa, mas os castigos da lei lhes serão imputados.
Quem trabalha com pacientes dessa natureza são os INTENSIVISTAS.
O HGE teve morte prematura antes de completar um mês de vida.
O "Mega-projeto" não preenche os requisitos que deveriam ser exigidos e aprovados após criterioso estudo de suas verdadeiras dimensões.
Diante desse quadro, o seu corpo apresenta sérias deformidades e nos parece que ficou principalmente acéfalo.
É uma beleza de unhas maliciosas não só pela perversidade escondida, mas principalmente pela maneira descompromissada em se conduzir o sistema de saúde.
Que os erros sejam corrigidos a tempo, antes que muitas vidas sejam ceifadas
Urge providencias dos Sindicatos e dos conselhos não só de Medicina, mas de todas as categorias envolvidas no trabalho hospitalar.
Talvez a intervenção do Ministério Público, nos ajude a encontrar uma solução em curto prazo.
Que Alagoas não sirva mais uma vez de chacotas para os outros estados da federação!
José Roberto de Moraes
crm 1860
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
O ESTUDANTE DE MEDICINA E O SEU PROFESSOR

E acontece o encontro. Lá estão eles: o estudande de medicina e o seu professor.
Existem estudantes e professores inseguros em diversos aspectos diante do exercício da medicina e do ensinar e aprender. Esses rendem mais quando se encontram.
Existem estudantes e professores "seguros" quanto aos temas da medicina e quanto às técnicas do aprendizado. Esses trocam pouco entre si e vivem em um "faz de conta".
Existem vários tipos de professores: novos ou velhos, inquietos ou passivos, cansados ou dispostos. Professores muitas vezes prepotentes e que são, em alguns casos, modelos para o aluno. Professores que não têm formação didática e, mesmo quando a têm, ministram aulas teóricas e práticas por imitação de modelos antigos que os impressionaram anteriormente. Podem ser modelos "bons" ou "maus". Fica a critério de cada um definir.
O estudante pode considerar como modelo bom aquele de quem ele se sinta mais próximo e por quem não se sinta ameaçado. Este, em diversas situações, será o eleito para uma identificação, sem ser necessariamente o "bom" como médico. Acontece também, quando questionador, do professor assustar os alunos (e virse versa). Assim, pode ser rechaçado e com essa rejeição vão por água abaixo todas as suas qualidades. Mas, pode haver identificação, também, com o professor que demonstra poder e sedução. Esse, passará a ser cultuado por alguns grupos de estudantes.
É mais provável que o "bom" professor não negue as dificuldades emocionais que sentiu nas diversas fases do curso médico e identifica-se, dessa forma, mais facilmente com o aluno. Até mesmo quando está diante de alunos que praticam farsas. Afinal, ele também, como ser humano e outrora estudante ou adulto, pode ter se utilizado dessas práticas. Talvez, por isso mesmo, ele seja mais sensível na detecção de situações semelhantes. Diante desse professor, o estudante deve se sentir mais confortável para relatar suas dúvidas, certezas, fracassos, vitórias, farsas e conquistas legítimas. O resultado dessa troca é muito gratificante, mesmo que em alguns momentos doloroso. O colega se sente pouco à vontade para avaliar a farsa do outro. A tendência é que haja uma união, por parte dos alunos entre os alunos e dos professores entre os professores, em uma negação coletiva da farsa contruída pelo outro. Mas, há uma consciência que existiram relatos falsos e verdadeiros. Porém, a mentira ou a verdade não importam tanto. O compartilhar a possiblidade de mentir ou de se está dizendo a verdade é mais proveitoso. Essa possibilidade, geralmente, é uma grande ameaça para a maioria dos professores e alunos. Há uma "fantasma" coletivo chamado "represálias".
Docente "mau" será, em psicologia médica, aquele que não se dá emocionalmente ao estudante (tanto em momentos de alegria como de tristeza, tanto em momentos de prazer como de desprazer). Esse professor sempre estará vigilante para se defender com a onisciência que supõe ter. Pode repetir o modelo de figuras parentais (pais, mães) e, dessa forma, ser o espelho para esse aluno e futuro profissional. Quando o estudante trilha o caminho acadêmico, terá uma probabilidade imensa de seguir esse mesmo caminho. Predominará na relação com o outro a rigidez e a prepotência. Uma relação típica de quem julga saber muito mais que o outro. Não haverá espaços para o relativo. Para essas pessoas, tudo só pode ser absoluto ou falso. O ciclo não termina.
No encontro entre o professor e o aluno sempre haverá espaço para expectativas. De ambas as partes. Mas, o que deve prevalecer é a consciência que não estamos nesse mundo para satisfazer às expectitativas de nenhum ser humano. Ninguém, absolutamente ninguém, além de nós mesmos, é capaz de lutar pela nossa felicidade. Se não o fizermos, nem uma pessoa (por mais que nos ame) buscará a felicidade em nosso lugar. A felicidade é extremamente particular. A de um ser humano pode ser totalmente distinta da de outro. Se nos encontramos com esse outro é muito bonito. É lindo quando as expectativas são alcançadas mutuamente. Caso contrário, pouco há o que se fazer."
por Danilo Perestrello em "A Medicina da Pessoa".
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
Dica de site

O MedStudents, a Medcenter e o Medscape se uniram para formar o maior portal de medicina da América Latina. O novo portal Medcenter Medscape traz , traduzido para português, o conteúdo do Medscape, o mais reconhecido e mais acessado portal médico do mundo, além de produção científica nacional.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Catarata : da fisiopatologia ao tratamento.

O que é catarata:
TIPOS DE CATARATA
SENIL: é o tipo de catarata mais comum. Ocorre em pessoas idosas (é relacionada a idade), geralmente após os 60 anos.
CÔNGENITA: a criança geralmente já nasce com catarata. Ocorre por doenças da mulher (como a rubéola e a toxoplasmose) durante a gravidez. Frequentemente está acompanhada de outras alterações.
TRAUMÁTICA: ocorre após acidentes com o olho. Geralmente é unilateral; o trauma, mesmo sem perfuração do olho pode provocar a opacificação do cristalino.
DO DIABÉTICO: Inicia-se geralmente em idade mais precoce e com perda visual mais rápida que na senil.
SECUNDÁRIA À MEDICAMENTOS: principalmente o corticóide; quando este é usado por longos períodos.
Fisiopatologia
Existe um arranjo regular das fibras que formam o cristalino, o qual apresenta uma mínima quantidade de espaço extracelular (apenas 1,3% do total); além disso, apenas as fibras superficiais são nucleadas. As principais proteínas são altamente concentradas e de pequeno tamanho, o que mantém a transparência do citoplasma e minimiza a reflexão da luz. O aumento de tamanho das moléculas, ou de sua separação por excesso de água, leva a opacificação, podendo o paciente desenvolver catarata.
Para proteção contra a lesão oxidativa, moléculas de captura, como a vitamina E, estão presentes na membrana da lente. A glutationa reduzida, um potente redutor de radicais livres, é sintetizada no cristalino e encontrada em alta concentração no córtex e no epitélio. Ela mantém os tióis e o ascorbato em estado reduzido, capturando peróxidos e radicais livres, induzidos pela radiação.
Nenhuma alteração histológica importante parece ocorrer no núcleo do cristalino. A catarata parece resultar de opacificação, por acúmulo de proteínas de alto peso molecular. Isso faz com que o núcleo se torne amarelado e compactado (esclerose nuclear).
À medida que a catarata sofre maturação, a ruptura das fibras corticais progride e ocorre um grande acúmulo de água. Como resultado, a lente sofre edema e a câmara anterior torna-se mais estreita. Se o processo progride lentamente, uma lente encolhida com cápsula enrugada e uma córtex parcialmente absorvida, contendo depósitos cálcicos, aparece como catarata hipermadura. À medida que a córtex se liquefaz, fragmentos do cristalino podem se deslocar para o interior da câmara anterior, o que induz à atividade dos macrófagos, levando ao glaucoma fagolítico.
Sintomas
Em seu estágio inicial, a catarata pode causar uma perda discreta da qualidade visual, alterando a visão das cores, que se apresentam mais desbotadas.
Outro sintoma comum é a diminuição da acuidade visual noturna, às vezes com certo ofuscamento na presença de focos intensos de luz, como faróis de automóveis.
À medida que a catarata avança, a visão vai ficando progressivamente mais turva e embaçada, prejudicando as atividades mais comuns tais como a leitura, o caminhar ou até assistir TV.
Nos casos extremos, a queixa óbvia é a perda da visão útil. Não são raros os casos de pacientes mais idosos que sofrem quedas e fraturas sérias devido à visão prejudicada pela catarata.

Como suspeitar de catarata?
A catarata deve ser suspeitada em qualquer paciente que se queixe de declínio progressivo e indolor da acuidade visual. A opacidade da lente pode ser confirmada por exame de fundo de olho, sem dilatação pupilar, à oftalmoscopia direta.
A maioria dos casos de catarata ocorre em indivíduos com idade superior a 60 anos, ou em mais jovens que apresentam fatores de risco, como o diabetes, o uso de esteróides sistêmicos, ou passado de traumatismo ocular; esses pacientes devem ser avaliados anualmente por um oftalmologista, para monitoração de condições assintomáticas, como o glaucoma de ângulo aberto e a retinopatia diabética.
Tratamento
O único tratamento para a catarata é a remoção cirúrgica da lente opacificada, restaurando-se a transparência do eixo visual.
Atualmente, a cirurgia é indicada, quando os sintomas da catarata, interferem com a capacidade do paciente atender ás suas necessidades da vida diária.
A cirurgia de catarata é um procedimento de baixo risco, mas uma avaliação pré-operatória cuidadosa é de extrema importância, especialmente porque a população envolvida é idosa e, frequentemente, apresenta outras co-morbidades ( Hipertensão, diabetes, doença Arterial coronariana, infecção de Vias Aéreas Superiores, Doença Cardíaca Valvar )
A facoemulsificação (FEF) é um procedimento que faz parte das técnicas mais modernas de extração extracapsular, é realizada em centro cirúrgico e, na grande maioria, sob anestesia local. Trata-se de uma modificação da facectomia extracapsular, pois a catarata, em vez de ser retirada quase por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada) em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultra-som e faz, simultaneamente, a emulsificação e retirada, por meio de sucção, dos fragmentos. Esse procedimento pode ser realizado por meio de uma pequena incisão, cerca de 2-3 mm. O objetivo é deixar a cápsula posterior intacta, porque essa servirá de apoio para a lente intra-ocular que será implantada, situação esta que representa a imensa maioria dos casos de catarata senil.
Fontes:
http://www.cirurgiadecatarata.com.br/whatis.asp
http://www.bibliomed.com.br/lib/emailorprint.cfm?id=16113&type=lib
http://www.drqueirozneto.com.br/artigos/artigo.asp?id=70
http://atlas.ucpel.tche.br/~nicolau/catarata.htm
http://www.tudosobrecatarata.com.br/html/index.html
http://www.visaolaser.com.br/doencas_cirurgia/cirurgias/facoemulsificacao.htm
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Estudo mostra que origem da pedofilia pode estar no cérebro / O sigilo médico em caso de paciente pedófilo

Na pesquisa foi utilizado um avançado método de análise que comparou a atividade cerebral de um grupo de pedófilos com a de autores de delitos não sexuais.
Segundo os cientistas, os pedófilos revelaram ter uma quantidade consideravelmente menor de "massa branca", que é responsável por conectar as diferentes partes do cérebro.
Os pesquisadores indicaram que os resultados do estudo põem em xeque a crença generalizada de que a pedofilia é resultado de um trauma ou de abusos sofridos durante a infância.
Por outro lado, esta descoberta é a prova mais concreta que as origens do problema estão no cérebro, acrescentaram.
Em uma pesquisa anterior, a mesma equipe de cientistas havia assinalado que, em geral, os pedófilos têm um baixo coeficiente intelectual, são canhotos e tendem a ter uma estatura mais baixa que os não pedófilos.
James Cantor, psicólogo do centro, indicou que os resultados do estudo não quer dizer que os pedófilos não sejam responsáveis por suas ações.
"O fato de que uma pessoa não seja capaz de escolher sua intenção sexual não significa que não possa controlar suas ações", afirmou.
Segundo os cientistas, o resultado da pesquisa sugere que se deve prestar mais atenção ao estudo da forma como o cérebro governa os interesses sexuais.
Essa informação poderia dirigir novas estratégias para impedir o desenvolvimento da pedofilia, assinalaram.

O sigilo médico em caso de paciente pedófilo e o âmbito da responsabilidade do psiquiatra - Luiz Carlos Aiex Alves
Digamos que um médico sabe que seu paciente está praticando pedofilia. Do ponto de vista ético que conduta deverá ele adotar? Seria esta uma situação em que caberia a quebra do sigilo para impedir o sofrimento de uma criança indefesa? (...)
- Diante de um caso concreto de prática pedofílica, por dever legal, o médico e a equipe multidisciplinar, por intermédio da instituição a que pertençam, são obrigados a comunicar o fato à Vara da infância e juventude.
- Os serviços que prestam assistência médica aos portadores de diagnóstico de pedofilia devem informar aos seus clientes dos dispositivos pertinentes do Estatuto da Criança e do Adolescente ( ECA ).
Fundamentado no critério da "justa causa", o psiquiatra pode romper o sigilo profissional, após a análise de cada paciente pedófilo em particular. Ao se referir à figura da "justa causa", prevista mas não definida, no art. 102 do Código de Ética Médica ( CEM ), o parecer da comissão argumenta:
Vivemos em uma sociedade em que a ética normativa condena como crime a prática pedofílica e do ponto de vista do dever legal ou justa causa a quebra do sigilo nesta circunstância não entra em conflito com o art. 102 do CEM.
Do ponto de vista do CREMESP :
- A quebra de sigilo nos casos de paciente pedófilo não pode ser entendida como dever legal.
- O rompimento do segredo no caso de paciente pedófilo deve ser considerado uma faculdade do médico. A autonomia do médico deve prevalecer nesta circunstância. Pode ser admitido como justa causa em casos particulares, conforme estabelece o artigo 102 do CEM.
- A opção pela quebra de sigilo, mediante comunicação à Vara da Infância e Juventude, deve levar em conta as características clínicas do paciente.
A divergência entre os pareceres está, portanto, na imposição legal da notificação.
Em concluindo, entende-se que, se for esse o caso, o psiquiatra dispõe da permissão ética de quebrar o sigilo de todos os seus pacientes pedófilos sem exceção. É direito do médico realizar atos médicos que, embora não obrigatórios por lei, sejam conformes os ditames de sua consciência.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Uma realidade brasileira
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro - CREMERJ lançou a campanha “Quanto Vale o Médico” para estimular discussões sobre o assunto e fortalecer iniciativas e soluções para esta questão. A população cresce, a violência urbana aumenta e a estrutura de saúde do Rio encontra-se estagnada. O resultado desta situação faz com que o médico esteja simplesmente impossibilitado de exercer seu trabalho da melhor maneira e a população acabe sofrendo com um serviço de saúde perigoso e decadente.“Quanto vale o médico?” é a pergunta-chave desta campanha. Faça esta pergunta a você mesmo e passe adiante, para amigos, familiares, colegas. É assim que vamos poder dar vida a esta iniciativa e, mais importante, aprender a valorizar o profissional que cuida da saúde das pessoas.
O que todo mundo sabe sobre este assunto:
Hospitais estão lotados, há demora nos atendimentos, falta de remédios, ambulâncias e leitos.
O que muita gente acaba pensando:
Que os serviços são caóticos porque os médicos têm má vontade.
O que nem todo mundo sabe de verdade:
Médicos sem condições de trabalho e salários decentes têm queda brutal em seus níveis de qualidade de vida. Isso compromete o serviço de saúde do Estado e a população sai tão desrespeitada quanto o médico.
O objetivo desta campanha:
A valorização do médico e de suas condições de trabalho, através da união de forças entre entidades médicas e sociedade civil.
Identificou-se com a proposta? Então vá no site e assine o abaixo assinado : http://www.quantovaleomedico.com.br/
veja o vídeo da campanha :
domingo, 25 de novembro de 2007
Recall de Grávidas (Exames Pré-natal não vistos por médicos)
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Simulador de Eletrocardiograma
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sexta-feira, 16 de novembro de 2007
4D: Corpo Humano - Cientistas criam holograma humano

uagem Java 3DTM. "CAVEman se parece com qualquer humano real, mas nós podemos redimensioná-lo do tamanho que quisermos", diz um dos cientistas. O "homem em 4D" ajudará médicos a investigarem a genética de várias doenças e a cura dessas enfermidades. O próximo passo do time é possibilitar que médicos "entrem no holograma" e possam sentir os tecidos e a densidade dos órgãos. Também será possível criar bonecos em quatro dimensões com doenças es
pecíficas, o que facilitaria a explicação para pacientes, eles também querem acrescentar sons aos órgãos.Fonte:UOL - Tecnologia







