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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Um novo despertar - a vida de um narcoléptico

Um Novo Despertar - A vida de um Narcoléptico [PARTE 01]

Um Novo Despertar - A vida de um Narcoléptico [PARTE 02]


Com o objetivo de avaliar os estudantes de medicina da UFAL, na disciplina eletiva: Tópicos fundamentais da medicina do sono, nos foi proposto um desafio: elaborar um filme com a duração máxima de 15 minutos sobre um transtorno específico do sono.
A proposta era que fizéssemos um filme no estilo ficção que abordasse de forma não científica as principais características do transtorno e suas implicações no funcionamento orgânico, mental e social do indivíduo afetado. Esse foi o resultado da equipe "Narcolepsia".

Alguns indivíduos com Narcolepsia experimentam sonolência diurna generalizada entre os distintos ataques de sono. Eles podem descrever a capacidade de dormir a qualquer momento, em qualquer situação. Um comportamento automático, no qual o indivíduo se engaja em atividades sem uma plena consciência, pode ocorrer em conseqüência de uma sonolência profunda. Sonhos freqüentes, intensos e vívidos podem ocorrer durante o sono noturno.
Os indivíduos com Narcolepsia com freqüência têm um sono noturno fragmentado em decorrência de despertares espontâneos ou movimentos periódicos dos membros.
Os indivíduos com Narcolepsia podem hesitar quanto ao envolvimento em atividades sociais, por medo de adormecerem ou terem um episódio de cataplexia ( episódios breves de perda bilateral súbita do tono muscular, mais freqüentemente em associação com intensa emoção ).
Um transtorno mental concomitante ou uma história de outro transtorno mental podem ser encontrados em aproximadamente 40% dos indivíduos com Narcolepsia. Os transtornos encontrados com maior freqüência são Transtornos do Humor (principalmente Transtorno Depressivo Maior e Distimia), seguidos por Transtornos Relacionados a Substâncias e Transtorno de Ansiedade Generalizada. Uma história de Parassonias tais como Transtorno de Sonambulismo, bruxismo (cerrar as mandíbulas e ranger os dentes) e Enurese parece ser mais comum em indivíduos com Narcolepsia.

Para saber mais sobre narcolepsia acesse: http://www.psiquiatriageral.com.br/dsm4/sono2.htm

segunda-feira, 12 de maio de 2008

DIA MUNDIAL DO LÚPUS 2008

O Grupo de Apoio às Pessoas com Lúpus – GAPLúpus promove o terceiro Dia Mundial do Lúpus em Maceió, em 15 de maio de 2008, às 19 horas, na Sociedade de Medicina. O encontro tem por objetivo reunir portadores de lúpus, familiares, amigos e a sociedade em geral para alertar a população sobre temas ligados ao lúpus, tornando-os mais conscientes sobre a doença.

Lúpus Eritematoso Sistêmico é uma doença crônica, não contagiosa, de causa desconhecida, que atinge o sistema imunológico, principalmente o das mulheres. Uma pessoa com lúpus desenvolve anticorpos que reagem contra as suas células, podendo atingir a pele, articulações, rins e outros órgãos. Mas há um controle através de medicamentos que permite lúpicas e lúpicos (pacientes que têm lúpus) viverem quase que normalmente.

Nesta terceira edição, que será realizada na Sociedade de Medicina, às 19h, a cia de dança Ary Buarque fará uma apresentação. O reumatologista Georges Basile e a psicóloga Nádia Regina farão um bate-papo sobre a importância da família no tratamento do paciente. O nefrologista Ebeveraldo Amorim Gouveia fará esclarecimentos sobre o comprometimento renal no lúpus. A entrada para o evento é franca.

Para mais informações:
infolupus@gmail.com

terça-feira, 22 de abril de 2008

Médico alagoano inventa uma nova ferramenta para o diagnóstico da dengue



Enquanto atualizava-se sobre o Dengue, motivado e preocupado com a epidemia que tomou conta do Rio de Janeiro, o Dr. José Roberto de Moraes viu que em Maceió, a situação não é das melhores, por falta de cuidados da nossa população, da fiscalização dos orgãos competentes e pela ignorância de muitos. Terminou então por inventar a Régua Auxiliar JR da Prova do Laço.

Como é essa régua?
Trata-se de um instrumento simples, mas que irá beneficiar, sobremaneira , a realização de um exame de fundamental importância, no diagnóstico diferencial de dengue na forma clássica complicada e na forma de Dengue hemorrágica.
Em que pese a utilização da régua comum, o desenvolvimento da Régua Auxiliar JR, pela sua "presença física",fará com que nossos colegas médicos passem a realizar esse exame de forma mais rápida, sistematizada e rotineira, devendo abandonar, portanto, o termo "virose", conforme palavras do Dr. Celso Tavares, infectologista conhecido por todos.

Além da praticidade e rapidez em sua utilização, todos terão a "lembrança física" da importância da Prova do Laço.
Essa régua terá outras funções em várias áreas médicas e conforme contato mantido com o presidente do Conselho Regional de Medicina, Dr. Emmanuel Fortes, esse invento poderá ser apreciado pelas entidades médicas e/ou por qualquer secretaria de saúde que tiver interesse em sua utilização.

Estarei a disposição para melhores esclarecimentos, inclusive apresentando todos os passos do registro da Patente, no INPI ( Instituto Brasileiro Da Propriedade Industrial) e também o modelo da mesma, que se encontra em fase de confecção
Atenciosamente.

Acima uma foto da régua, apenas para demonstração do instrumento já confeccionada em acrílico, destinado à realização do exame da Prova do Laço. Você não perde tempo para traçar um quadrado com as medidas de 2,5 cm no antebraço do paciente e não precisa riscar; basta colocá-la no local e contar o número de pétequias que por ventura apareçam.

Por sua própria apresentação, o desenho em anexo mostra ainda que a presente patente poderá ser ainda utilizada na área da Dermatologia, assim como em Laboratórios e na Clínica Geral.

Não se trata de um método, mas simplesmente, de um instrumento em acrílico , que dará maior rapidez de atendimento ao grande volume de pacientes em casos pela epidemia da dengue.

A régua JR tem a parte superior vazada, com um quadrado 2,5 cm, que servirá para demarcar uma área do antebraço do paciente a ser examinado.

Já a parte da régua comum propriamente dita, tem 6 cm de comprimento e que também poderá ser utilizada para medir pequenas lesões da pele, nódulos, tumores, ou testes alérgicos em proporções ao seu tamanho.

José Roberto de Moraes
CRM- 1860
maceiojr@uol.com.br


Veja vídeo da reportagem da TV Gazeta clicando AQUI

domingo, 6 de abril de 2008

Especialistas tiram dúvidas sobre os sintomas e a prevenção da dengue



Como eu identifico o Aedes aegypti?

O Aedes aegypti mede cerca de 0,5 cm de comprimento e é parecido com o pernilongo comum, mas têm características que o diferenciam, como corpo e patas pretas com listras brancas. A picada dele também é semelhante a de qualquer outro mosquito, com sensação de incômodo e leve dor. Vale lembrar que apenas as fêmeas infectadas com o vírus da dengue transmitem a doença através de suas picadas.

O mosquito pode picar durante o dia ou à noite?
O Aedes aegypti é um inseto de hábitos diurnos encontrado principalmente nas zonas urbanas. Apenas as fêmeas picam os seres humanos, uma vez que necessitam de sangue para amadurecer seus ovos. As picadas concentram-se na região dos pés, tornozelos e pernas e acontecem em geral no começo da manhã e no fim da tarde.

Arquivo Folha Imagem
As picadas concentram-se na região dos pés, tornozelos e pernas e acontecem mais no começo da manhã e no fim da tarde
VEJA INFOGRÁFICO
ESPECIAL DENGUE
O mosquito da dengue também pode transmitir outras doenças?
Além da dengue, o Aedes aegypti também é o vetor da febre amarela. Já a malária é transmitida por outro mosquito, o Anopheles, que faz parte da mesma família do Aedes, a Culicidae.

Quais são as principais medidas para combater a dengue?
O controle da dengue passa necessariamente pela eliminação dos criadouros do mosquito que transmite a doença. Para tanto, é importante evitar qualquer acúmulo de água limpa, local onde os ovos se desenvolvem. Outras estratégias coadjuvantes são a utilização de repelentes nas áreas expostas do corpo, colocação de telas de proteção em portas e janelas e utilização de roupas longas, de preferência em cores claras, que não atraem tanto o mosquito. Ambientes com ar condicionado, mais frios e secos, geralmente são menos atraentes para o mosquito da dengue, que gosta de calor e umidade.

Usar repelente ajuda a evitar a picada? Pode fazer mal à saúde?
A utilização de repelentes é um bom método paliativo; não elimina o mosquito, mas o mantém afastado. Os mais indicados são os que contém DEET (dietiltoluamida), que não têm contra-indicação para pessoas com mais de dois meses de idade. Deve ser usado nas áreas do corpo que ficam descobertas e durante o dia. O uso prolongado de alguns tipos de repelente pode levar ao risco de intoxicação. É bom consultar um médico para avaliar o risco/benefício da utilização do produto.

É verdade que borra de café ajuda a combater a larva do mosquito da dengue?
Pesquisas realizadas na Unesp (Universidade Estadual Paulista) indicam que quatro colheres de sopa de borra de café para cada copo de água são capazes de bloquear o desenvolvimento da larva do mosquito da dengue. Contudo, não há consenso entre os pesquisadores de que a prática é realmente eficaz. De qualquer forma, a utilização da borra de café não substitui as medidas de combate aos criadouros do mosquito da dengue.

Já existe uma vacina contra a dengue?
Ainda não há no mercado uma vacina eficaz no combate à dengue. Uma das principais dificuldades para o desenvolvimento da vacina é que ela precisaria garantir proteção contra os quatro diferentes vírus causadores da doença, já que a imunização contra apenas um dos vírus pode aumentar o risco de ocorrência da dengue hemorrágica quando em contato com um dos demais vírus. Multinacionais e institutos de pesquisa, como a Fiocruz e a Universidade de São Paulo, estão realizando pesquisas na área e existe a estimativa de que em quatro anos já se tenha chegado a uma vacina eficaz contra os quatro vírus.

Quais são os sintomas da dengue?
Os principais sintomas da dengue clássica, ou seja, a dengue menos grave, são febre alta com início repentino, dor intensa nos músculos e nas articulações, dor de cabeça, especialmente atrás dos olhos, fraqueza e manchas avermelhadas na pele. Outros sintomas, como náusea, vômito e diarréia também podem ocorrer.

Como eu sei se estou com dengue hemorrágica?
A dengue hemorrágica é uma complicação da dengue clássica. Além da febre alta, ela causa sangramentos, vômitos e fezes com sangue, além de hematomas no corpo. Outros sintomas como dor abdominal intensa, tontura e queda de pressão também são sinais de alerta. Assim que surgirem os primeiros sintomas de dengue, é importante procurar orientação médica, pois só um médico pode realizar um diagnóstico preciso, através da análise das queixas do paciente e de exames laboratoriais. Muitas vezes, a doença se agrava no quarto dia de manifestação dos sintomas, em paralelo ao desaparecimento da febre, por isso é importante estar atento aos demais sintomas.

Como é o tratamento de pacientes com dengue?
Não existe um tratamento específico para o combate ao vírus da dengue. O tratamento visa amenizar os sintomas e as possíveis complicações da doença. Para a dengue clássica, o tratamento é ambulatorial, ou seja, o paciente não precisa ficar internado, mas deve manter acompanhamento médico periódico. As principais recomendações são a ingestão de grandes quantidades de água, para manter a hidratação do corpo, e a utilização de medicamentos para controle da febre e das dores no corpo, de acordo com orientação médica. Nos casos de dengue hemorrágica e síndrome do choque da dengue, o paciente permanece internado, recebe hidratação intravenosa e, se necessário, componentes do sangue, como plasma e plaquetas, para auxiliar na contenção dos sangramentos.

Se eu tomar aspirina e estiver com dengue hemorrágica, o que acontece?
Sempre que houver suspeita de dengue, deve-se evitar a ingestão do ácido acetilsalicílico, presente em antiinflamatórios e analgésicos como a aspirina. Isso porque o ácido altera a coagulação do sangue, favorecendo o aparecimento ou a intensificação de hemorragias. Pessoas com suspeita de dengue, clássica ou hemorrágica, devem procurar assistência médica o mais rápido possível e, em caso de ingestão acidental de medicamentos com o ácido acetilsalicílico na fórmula, informar o médico sobre o fato.

Fonte: Anvisa, Ministério da Saúde, Andrea D'Ávila Freitas (UERJ), Edmilson Migowski (UFRJ), Gustavo Johanson (Unifesp), Luiz Tadeu Moraes Figueiredo (USP)

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Catarata : da fisiopatologia ao tratamento.





A palavra catarata deriva do latim "catarractes", que quer dizer cachoeira; a olho nu do observador, a opacidade causada pela catarata avançada, vista através da pupila, lembra o fluxo turbulento de água em uma cachoeira.

A catarata pode ser definida como qualquer opacificação difusa do cristalino, não necessariamente com efeitos demonstráveis na visão. A catarata quando significativa o suficiente para comprometer a visão, é a principal causa de cegueira em todo o mundo. Modelos epidemiológicos estimam que existam cerca de 30 milhões de pessoas com cegueira, em todo o mundo, sendo que metade desses casos são devidos à catarata.


O que é catarata:


TIPOS DE CATARATA

SENIL: é o tipo de catarata mais comum. Ocorre em pessoas idosas (é relacionada a idade), geralmente após os 60 anos.
CÔNGENITA: a criança geralmente já nasce com catarata. Ocorre por doenças da mulher (como a rubéola e a toxoplasmose) durante a gravidez. Frequentemente está acompanhada de outras alterações.
TRAUMÁTICA: ocorre após acidentes com o olho. Geralmente é unilateral; o trauma, mesmo sem perfuração do olho pode provocar a opacificação do cristalino.
DO DIABÉTICO: Inicia-se geralmente em idade mais precoce e com perda visual mais rápida que na senil.
SECUNDÁRIA À MEDICAMENTOS: principalmente o corticóide; quando este é usado por longos períodos.




Fisiopatologia

Existe um arranjo regular das fibras que formam o cristalino, o qual apresenta uma mínima quantidade de espaço extracelular (apenas 1,3% do total); além disso, apenas as fibras superficiais são nucleadas. As principais proteínas são altamente concentradas e de pequeno tamanho, o que mantém a transparência do citoplasma e minimiza a reflexão da luz. O aumento de tamanho das moléculas, ou de sua separação por excesso de água, leva a opacificação, podendo o paciente desenvolver catarata.

Para proteção contra a lesão oxidativa, moléculas de captura, como a vitamina E, estão presentes na membrana da lente. A glutationa reduzida, um potente redutor de radicais livres, é sintetizada no cristalino e encontrada em alta concentração no córtex e no epitélio. Ela mantém os tióis e o ascorbato em estado reduzido, capturando peróxidos e radicais livres, induzidos pela radiação.

Nenhuma alteração histológica importante parece ocorrer no núcleo do cristalino. A catarata parece resultar de opacificação, por acúmulo de proteínas de alto peso molecular. Isso faz com que o núcleo se torne amarelado e compactado (esclerose nuclear).
À medida que a catarata sofre maturação, a ruptura das fibras corticais progride e ocorre um grande acúmulo de água. Como resultado, a lente sofre edema e a câmara anterior torna-se mais estreita. Se o processo progride lentamente, uma lente encolhida com cápsula enrugada e uma córtex parcialmente absorvida, contendo depósitos cálcicos, aparece como catarata hipermadura. À medida que a córtex se liquefaz, fragmentos do cristalino podem se deslocar para o interior da câmara anterior, o que induz à atividade dos macrófagos, levando ao glaucoma fagolítico.

Sintomas

Em seu estágio inicial, a catarata pode causar uma perda discreta da qualidade visual, alterando a visão das cores, que se apresentam mais desbotadas.
Outro sintoma comum é a diminuição da acuidade visual noturna, às vezes com certo ofuscamento na presença de focos intensos de luz, como faróis de automóveis.
À medida que a catarata avança, a visão vai ficando progressivamente mais turva e embaçada, prejudicando as atividades mais comuns tais como a leitura, o caminhar ou até assistir TV.
Nos casos extremos, a queixa óbvia é a perda da visão útil. Não são raros os casos de pacientes mais idosos que sofrem quedas e fraturas sérias devido à visão prejudicada pela catarata.



Como suspeitar de catarata?

A catarata deve ser suspeitada em qualquer paciente que se queixe de declínio progressivo e indolor da acuidade visual. A opacidade da lente pode ser confirmada por exame de fundo de olho, sem dilatação pupilar, à oftalmoscopia direta.

A maioria dos casos de catarata ocorre em indivíduos com idade superior a 60 anos, ou em mais jovens que apresentam fatores de risco, como o diabetes, o uso de esteróides sistêmicos, ou passado de traumatismo ocular; esses pacientes devem ser avaliados anualmente por um oftalmologista, para monitoração de condições assintomáticas, como o glaucoma de ângulo aberto e a retinopatia diabética.


Tratamento

O único tratamento para a catarata é a remoção cirúrgica da lente opacificada, restaurando-se a transparência do eixo visual.
Atualmente, a cirurgia é indicada, quando os sintomas da catarata, interferem com a capacidade do paciente atender ás suas necessidades da vida diária.
A cirurgia de catarata é um procedimento de baixo risco, mas uma avaliação pré-operatória cuidadosa é de extrema importância, especialmente porque a população envolvida é idosa e, frequentemente, apresenta outras co-morbidades ( Hipertensão, diabetes, doença Arterial coronariana, infecção de Vias Aéreas Superiores, Doença Cardíaca Valvar )

A facoemulsificação (FEF) é um procedimento que faz parte das técnicas mais modernas de extração extracapsular, é realizada em centro cirúrgico e, na grande maioria, sob anestesia local. Trata-se de uma modificação da facectomia extracapsular, pois a catarata, em vez de ser retirada quase por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada) em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho semelhante a uma caneta com ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultra-som e faz, simultaneamente, a emulsificação e retirada, por meio de sucção, dos fragmentos. Esse procedimento pode ser realizado por meio de uma pequena incisão, cerca de 2-3 mm. O objetivo é deixar a cápsula posterior intacta, porque essa servirá de apoio para a lente intra-ocular que será implantada, situação esta que representa a imensa maioria dos casos de catarata senil.


Fontes:

http://www.cirurgiadecatarata.com.br/whatis.asp
http://www.bibliomed.com.br/lib/emailorprint.cfm?id=16113&type=lib
http://www.drqueirozneto.com.br/artigos/artigo.asp?id=70
http://atlas.ucpel.tche.br/~nicolau/catarata.htm
http://www.tudosobrecatarata.com.br/html/index.html
http://www.visaolaser.com.br/doencas_cirurgia/cirurgias/facoemulsificacao.htm

sábado, 1 de dezembro de 2007

1º de dezembro, dia mundial de combate à AIDS




Transformar o 1º de dezembro em Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi uma decisão da Assembléia Mundial de Saúde, em outubro de 1987, com apoio da Organização das Nações Unidas – ONU.
A data serve para reforçar a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV/aids.


Por que o laço vermelho como símbolo?

O laço vermelho foi escolhido por causa de sua ligação ao sangue e à idéia de paixão, afirma Frank Moore, do grupo Visual Aids, e foi inspirado no laço amarelo que honrava os soldados americanos na Guerra do Golfo.










Em Alagoas
a SESAU promove, no dia 1º de dezembro, a campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids. Entre as ações alusivas à data estão a realização de concurso de cartazes para alunos de escolas públicas, produção e distribuição de cartazes e faixas para os 102 municípios e divulgação por meio da imprensa, outdoors, outbus e abrigos de ônibus. Com o slogan “Sua atitude tem muita força na luta contra a Aids”, a campanha deste ano tem como foco principal os jovens entre 14 e 24 anos. A idéia é afirmar os direitos do jovem de viver sua sexualidade e de ter acesso ao preservativo e a informação.
“Estamos disponibilizando aos municípios um total de 900 cartazes e 300 faixas que estão no Almoxarifado Central; e 1000 preservativos que estão na Farmácia Central”, informou Janeleusa Santos, técnica do Programa Estadual de DST/Aids. Os dois órgãos ficam localizados na rua Goiás, no Farol.





Grupo Queen lança música em prol da campanha mundial contra Aids
A lendária banda britânica Queen, escolhida neste mês como o melhor grupo de rock de todos os tempos, anunciou que lançará no próximo final de semana uma música que poderá ser baixada gratuitamente na internet como parte da campanha pelo Dia Mundial contra a Aids.
A banda tomou a decisão na época em que se completam 16 anos da morte de seu vocalista Freddie Mercury, em conseqüência da doença. A canção "Say It's Not True" foi escrita pelo baterista Roger Taylor em 2003 e inclui no vocal o cantor do grupo Free, Paul Rodgers . O tema da música é a Aids e a luta para erradicá-la.
Sua criação aconteceu logo após que o grupo Queen foi nomeado embaixador oficial da campanha global de Nelson Mandela, 46664 HIV/ Aids.
"Ao disponibilizar esta canção para ser baixada gratuitamente pela internet esperamos ajudar Nelson Mandela em sua campanha, que envia a mensagem de que ninguém está livre da infecção", declarou hoje o baterista Roger Taylor.
O baterista informou que a canção estará disponível para downloads a partir desse sábado (1º), data em que se celebra o Dia Mundial contra a Aids, nos sites www.queenonline.com e http://www.46664.com/.






Veja mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u349901.shtml

http://www.aids.gov.br/data/Pages/LUMISCEBD192APTBRIE.htm#

http://www.agenciaalagoas.al.gov.br/noticias-governo/sesau-promove-dia-mundial-de-luta-contra-a-aids/

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

A polêmica da Auto-hemoterapia: Um método eficaz de tratamento?



A auto-hemoterapia é um procedimento, sem reconhecimento científico, que consiste em retirar sangue de uma veia e aplicá-lo no músculo da própria pessoa. Recentemente esse método tem sido amplamente divulgado através da internet e do dvd: “Auto-hemoterapia: contribuição para a saúde” no qual o clínico-geral Dr. Luiz Moura explica o método através de relatos de diversos casos. Este método provocaria uma ativação do sistema imune o que desencadearia uma série de processos de cura, parcial ou mesmo total e estaria indicada para várias doenças infecciosas, alérgicas, auto-imunes, corpos estranhos, como os cistos ovarianos, miomas, obstruções de vasos sangüíneos, entre outras enfermidades, que são prontamente combatidas pelos macrófagos.


No artigo "AUTO-HEMOTERAPIA, PROBIÓTICOS E OS IMUNOESTIMULADORES" o Dr. João Veiga, médico cirurgião e secretário da Saúde de Olinda explica:

"A colocação de sangue retirado da veia na musculatura funciona como um estímulo de neutrófilos, monócitos e linfócitos que se dirigem para o local com a função de limpeza, remove coágulos, bactérias e tecidos lesionados. Os monócitos evoluem para macrófagos que exercem a fagocitose de qualquer substância, bactéria ou tecido residual. Segrega uma série de substâncias (citoquinas e fatores de crescimento) que estimulam mais ainda os neutrófilos para produzir tecido de regeneração e formação de novos vasos(angiogê nese), como também a produção local de óxido nítrico, substância importante bacteriana. Além desta ação local, vamos falar assim, os macrófagos estimulam os linfócitos, que liberam as interleucinas e interferon, que são substancias estimuladoras dos linfócitos T e B, outras células do nosso sistema imunológico, este que nos defende de infecções, câncer e outras agressões ao nosso corpo."


Apesar de tais benefícios, não existem estudos científicos, considerados suficientemente adequados e embasados, que comprovem a eficácia ou até mesmo a ineficácia de tal método. Assim sendo, órgãos e sociedades médicas, científicas e reguladoras - a citar: CFM ( Conselho Federal de Medicina) SBHH ( Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia) e a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) - opõem-se e proíbem a prática de tal método por qualquer médico.


A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia- SBHH vem a público esclarecer o que se segue:
A Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia NÃO RECONHECE do ponto de vista científico o procedimento "auto-hemoterapia";



  • Não existe na literatura médica, tanto nacional quanto internacional, qualquer estudo com evidências científicas sobre o referido tema;

  • Por não existirem informações científicas sobre o referido procedimento, são desconhecidos os possíveis efeitos colaterais e complicações desta prática, podendo colocar em risco a saúde dos pacientes a ela submetidos;

  • Agrega-se a este parecer, a Resolução do Conselho Federal de Medicina- Resolução CFM no 1.499/98, que em seu artigo 1º, "Proíbe aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica".

Frente ao exposto, a Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia não recomenda a prática desse procedimento. O comunicado é assinado pelo Presidente da SBHH, Dr. Carlos Chiattone.


Apesar do exposto pela SBHH em seu esclarecimento, durante minha pesquisa sobre o assunto para a confecção desse "post" encontrei vários artigos, monografias e estudos de casos relacionados ao assunto. Sendo assim, entendo que a SBHH não considera tais artigos existentes como suficientemente embasados, ou não produzem evidências científicas claras do processo decorrente de tal método terapêutico.


Riscos da Auto-Hemoterapia :


Especialistas afirmam que tal método, ao contrário do que o Dr. Luiz Moura afirma em seu DVD, possui riscos em potencial para os pacientes que se submetem ao mesmo, dentre eles:



  • Formação de Abcessos (uma acumulação de pus, geralmente causada por uma infecção bacteriana).

  • Infecção generalizada

  • Possível abandono do tratamento convencional ao se utilizar da auto-hemoterapia. Quanto a esse ítem até mesmo o Dr. João Veiga, defensor da hemoterapia, afirma em seu artigo não ter dúvidas da eficácia do método como coadjuvante .

  • Necrose ( manifestação final de uma célula que sofreu lesões irreversíveis ).

  • Transmissão de doenças

  • Sensibilização com antígenos eritrocitários e/ou leucoplaquetários.


Para os pacientes: A eficácia desse método pode ser devido ao fator psicológico, ou o chamado efeito Placebo : apresenta efeitos terapêuticos devido aos efeitos fisiológicos da crença do paciente de que está sendo tratado. O placebo pode ser eficaz porque pode reduzir a ansiedade do paciente, revertendo assim uma série de respostas orgânicas que dificultam a cura espontânea. Além disso deve-se considerar os possíveis riscos associados a tal método.


Para os médicos: Além de toda polêmica da falta de evidências científicas que comprovem os benifícios do método, vale a recomendação do órgão que regulamenta a classe: Conselho Federal de Medicina- Resolução CFM no 1.499/98, que em seu artigo 1º, "Proíbe aos médicos a utilização de práticas terapêuticas não reconhecidas pela comunidade científica". Estando o médico, diante da ilegalidade da mesma, passível de ser penalizado jurídicamente.


Para saber mais:


http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=427490


AUTO-HEMOTERAPIA, PROBIÓTICOS E OS IMUNOESTIMULADORES.
*João Veiga Filho : http://docs.google.com/View?docid=dgmpc7nr_8g4fmgm


Autohemoterapia - porque não fazer : http://www.saudepress.com/v2/lista_artigos-ver.asp?ART_id=42


Conceito, vídeos, artigos, reportagens, depoimentos sobre a Auto-hemoterapia: http://paginas.terra.com.br/saude/Autohemoterapia/

Polêmica reportagem exibida no fantástico:


domingo, 28 de outubro de 2007

Síndrome de tourett - a "síndrome do palavrão"

A síndrome de Tourette (ST) é uma patologia de comprometimento psicossocial que acarreta alterações significativas na vida dos seus portadores e respectivos familiares. A ST é um distúrbio genético, de natureza neuropsiquiátrica, caracterizado por fenômenos compulsivos, que, muitas vezes, resultam em uma série repentina de múltiplos tiques motores e um ou mais tiques vocais, durante pelo menos um ano, tendo início antes dos 18 anos de idade. Estes tiques podem ser classificados como motores e vocais, subdividindo-se, ainda, em simples e complexos. Os tiques motores simples caracterizam-se por movimentos abruptos, repetidos e sem propósito, envolvendo contrações de grupos musculares funcionalmente relacionados. Os tiques motores complexos são mais lentos, envolvem grupos musculares não relacionados funcionalmente e parecem propositais, incluem imitação de gestos realizados por outrem, sejam eles comuns (ecocinese) ou a realização de gestos obscenos (copropraxia). Os tiques vocais simples incluem, comumente, coçar a garganta e fungar, enquanto que os tiques vocais complexos compreendem o uso involuntário ou inapropriado de palavras chulas ou obscenas (coprolalia). o diagnóstico da ST é realizado através da presença de sinais e sintomas característicos e pela história de surgimento desses sintomas. Não existe, atualmente, nenhum teste laboratorial específico que confirme o diagnóstico da ST; o seu diagnóstico pode demorar muito, sendo os sintomas atribuídos comumente a algum transtorno psiquiátrico. No entanto, algumas características peculiares e o quadro clínico do paciente auxiliam no diagnóstico conclusivo da ST, onde sintomas como: a presença de múltiplos tiques motores e vocais, com início antes dos 18 anos de idade. Diversas evidências do envolvimento do circuito córtico-estriato-tálamo-cortical (CSTC) e seus sistemas de neurotransmissão, associados com as características clínicas e comorbidades presentes na ST, têm sido amplamente divulgadas na literatura. Do ponto de vista neuroquímico, diversas hipóteses sugerem o envolvimento do sistema dopaminérgico na patogênese da ST, visto que os neurolépticos, antagonistas da dopamina, são considerados efetivos no tratamento desta doença, por promover grande redução dos tiques. Por outro lado, os estimulantes como a cocaína causam exarcebação dos tiques . Com base nestes dados, a literatura sugere alguns mecanismos pelos quais o sistema dopaminérgico poderia estar envolvido, tais como, anormalidades na liberação de dopamina, hiperinervação dopaminérgica e a presença de receptores dopaminérgicos supersensíveis. Até o momento a ST não tem cura, sendo que o tratamento farmacológico é utilizado para o alívio e controle dos sintomas apresentados.

Um bom exemplo do quanto a ST atinge os seus portadores é o depoimento de um paciente por ela acometido:

“...Ter a Tourette é uma loucura, é como estar bêbado o tempo todo. Estar sob o efeito do haloperidol é monótono, faz a gente ficar sóbrio e quadrado, e nenhum dos dois estados é realmente livre. Vocês, ‘normais’, que têm os transmissores certos nos lugares certos, nas horas certas, em seus cérebros, têm todos os sentimentos, todos os estilos disponíveis o tempo todo – seriedade, leviandade, o que for adequado. Nós que temos a Tourette, não, somos forçados à leviandade pela síndrome e forçados à seriedade quando tomamos o remédio. Vocês são livres, têm um equilíbrio natural: nós temos de nos contentar com um equilíbrio artificial...”

leia mais em:

http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol32/n4/218.html

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