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terça-feira, 7 de setembro de 2010

CONSTRUINDO SOLUÇÕES PARA DESCONSTRUIR PROBLEMAS



1ª JORNADA DE PSICOTERAPIA BREVE 
com o tema central: CONSTRUINDO SOLUÇÕES PARA DESCONSTRUIR PROBLEMAS. 

Nos dias 05,06 e 07 de novembro.
Maceió - AL



A Psicoterapia Breve é um ramo da psicologia clínica focada na solução de problemas, conseguindo através da formulação estratégica de intervenções, o desenvolvimento natural do potencial humano para a construção do equilíbrio e do bem-estar. 

Este evento contará com a participação de palestrantes renomados, na área de psicologia, como João Facchinette (AL), diretor do Instituto Erickson / Maceió e professor do curso de Extensão em Hipnose e Psicoterapia Breve ; Julia Kovacs (SP), autora de livros como: Fundamentos de Psicologia Morte e Existência Humana; Educação para Morte: Desafios na Formação de Prof. de Saúde e Educação e outrosJosé Augusto Mendonça (BH), autor do livro A Magia da Hipnose na PsicoterapiaAngela Cota (BH), autora de livros como Abrindo Portas com AmorLika Queiroz (BA), Uma das Fundadoras da Gestalt-Terapia no Brasil. Dentre outros grandes nomes da psicoterapia breve. Será uma oportunidade imperdível de aprimorar e adquirir novos conhecimentos no campo da psicologia. 

Mais informações: Instituto Erickson / Maceió (82) 3326-1421 ou hipnose@superig.com.br ou jornadapb@yahoo.com.br

Progamação :

Palestra: Psiconcologia - Julia Kovacs (SP)
Mesa redonda: Construindo soluções para desconstruir problemas
Palestra: O desafio da Psicoterapia Breve no novo milênio - Lika Queiroz (BA)
Palestra: Características essenciais no desenvolvimento da Psicoterapia Breve - J. Augusto (BH)
Mesa redonda: A mutável família moderna e as Terapias Breves com suas crianças
Palestra: A psicossomática na era da internet e suas intervenções terapêuticas - Leda Delmondes (SE)
Mesa redonda: A equipe no hospital atuando com pacientes em situações de crise
Mesa redonda: Fibromialgia

Mini-curso: trabalhando com crianças - Ângela Cota (BH)



terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em ritmo de galope


Em seu livro Imagery in healing, Jeanne Achterberg (1985) oferece ótimos exemplos das maneiras nas quais as expectativas influenciam o resultado no campo médico/físico (quem dirá no médico/psicológico). Ela relata uma história do livro de Norman Cousins, The healing heart, sobre um paciente criticamente doente, cujo músculo cardíaco estava irreparavelmente comprometido e com quem já haviam se esgotado todos os recursos terapêuticos. Durante as visitas seu médico mencionou à equipe que o paciente tinha um batimento cardíaco em ritmo de galope, na verdade um sinal de patologia importante. Vários meses mais tarde, o paciente foi fazer o check-up e sua recuperação havia sido fantástica. Ele contou ao seu médico que sabia o que havia feito com que ele melhorasse e exatamente quando isso ocorreu: 
"Na quinta-feira, pela manhã, quando você entrou com sua equipe, aconteceu algo que mudou tudo. Você escutou meu coração; parecia satisfeito com o que ouviu e disse a todos que estavam em volta do meu leito que eu tinha um batimento cardíaco em ritmo de galope, logo supus que eu deveria ter um coração muito forte e, portanto, não poderia estar morrendo. Soube naquele instante que iria me recuperar."  

Como o que esperamos influencia o que recebemos, uma terapia voltada para a solução mantém as pressuposições que intensificam a cooperação paciente-terapeuta, confere poder ao paciente. As predisposições das expectativas dos terapeutas, não importa se positivas ou negativas, influenciarão o curso e o resultado da terapia. Os pacientes têm recursos e forças para resolver suas queixas; é tarefa do terapeuta abrir caminhos para essas habilidades e colocá-las em prática.

* Texto extraído e adaptado de Hipnose e Psicoterapia Breve - módulo básico - Instituto Erickson de Maceió.    

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

O poder da palavra médica


Muito do que o médico faz, mesmo que não tenha formação ou conhecimentos sobre hipnose, é empregar de influência psicológica sobre o paciente.
Mesmo nos incrédulos dias de hoje a figura do médico se associa ao arquétipo do mágico, curandeiro e possuidor de conhecimentos secretos. As pessoas buscam seu conselho em momentos de aflição e sorvem suas palavras como vaticínios sobre seus destinos e caminhos. As roupas brancas, o instrumental de exame médico, o vocabulário diferenciado e a postura sóbria e segura que se espera de um bom médico impressionam e revestem de importância seus atos e palavras. Em qualquer consulta médica bem-sucedida verifica-se o aparecimento de rapport. Tanto que muitos pacientes referem melhora apenas com a presença e atenção do médico.
Os conselhos e orientações médicas são como que sugestões pós-hipnóticas, bem como as informações sobre o prognóstico da doença, que podem motivar o paciente para melhora ou mesmo piora. Substituir a palavra médica de poder que pode ser instrumento terapêutico por meras informações científicas inúteis ao leigo é desprezar o valor histórico da função médica.
O médico que mostra segurança e autoridade quanto ao diagnóstico e à efetividade do tratamento proposto muitas vezes está fazendo maior bem do que a própria ação química do medicamento seria capaz.

Dr. Alcimar José Vidolin

Trecho de Hipnose - alterando e desenvolvendo a consciência
Para saber mais visite o site: http://www.sonhoshipnoticos.com.br

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Hipnose: a pá que cava tesouros escondidos

A maioria das pessoas já ouviu falar de hipnose, mas poucas sabem realmente do que se trata. Você pode já ter assistido a um programa de televisão em que alguém era hipnotizado e comia uma cebola sentindo o sabor de uma maçã, ou alguma outra demonstração similar. Tais indivíduos podem até dominar determinadas técnicas, mas carecem de senso ético. A hipnose é um fenômeno que demonstra que nossas capacidades vão muito além do que estamos acostumados a experimentar no cotidiano; através dela podemos trazer à tona recursos internos que não acessamos normalmente. Utilizá-la em demonstrações fúteis, sensacionalistas, sem um fim relevante, é utilizá-la de forma leviana.

Para nós, psicólogos, o uso da hipnose é aprovado e regulamentado pela Resolução CFP Nº 013/00 de 20 de Dezembro de 2000, como um recurso terapêutico auxiliar. É importante para as pessoas que buscam ajuda profissional assegurar-se de que o escolhido é habilitado, informar-se e, se necessário, denunciar aos órgãos responsáveis. Mas o que é, afinal, a hipnose?

Podemos conceituá-la como um estado alternativo de consciência, atenção e percepção, “no qual as limitações que uma pessoa tem, no que diz respeito à sua estrutura comum de referências e crenças, ficam temporariamente alteradas, de modo que a pessoa se torna receptiva aos padrões, às associações e aos moldes de funcionamento que conduzem à solução de problemas”, de acordo com Milton Erickson, o criador da hipnose moderna. Hipnose moderna? E como é isso?

A forma mais conhecida de hipnose, inclusive devido aos programas de televisão anteriormente citados, é aquela a qual chamamos de clássica: o sujeito permanece numa posição passiva, na qual é submetido diretamente às sugestões do hipnotizador, que determina “como”, “quando” e “o quê” ele experimenta. O mesmo padrão de tratamento, com as mesmas sugestões é aplicado a todos os indivíduos com aquele diagnóstico de “depressão”, “fobia”, “tabagismo”, etc.

Milton Erickson (1901 – 1980) criou novas formas de utilizar a hipnose, proporcionando um transe natural no qual o foco de atenção é interior. A hipnoterapia ericksoniana é um procedimento individualizado, ou seja, feito sob medida para aquela pessoa, naquele momento. Não tratamos “a depressão” mas sim aquele indivíduo, que vivencia aquelas dificuldades, do seu jeito particular e vai participando ativamente do processo, que não é determinado pelo terapeuta, mas orientado no sentido de facilitar que o mesmo entre em contato com seus recursos inconscientes que podem levá-lo à solução de suas dificuldades.

O uso do termo “terapeuta” no lugar de “hipnotizador” atenta para o fato de que somos profissionais de saúde, portanto, nosso objetivo é sempre proporcionar bem-estar e melhorar a qualidade de vida das pessoas. A hipnose é ainda temida por muitos devido a idéias equivocadas tais como “a pessoa fica inconsciente e é controlada”; “a pessoa conta todos os seus segredos”; “a pessoa pode não voltar mais”. Na verdade, no estado de transe hipnótico não perdemos a consciência e não fazemos nada que não queiramos fazer; as sugestões podem ser aceitas ou não. E é impossível não voltar do transe; no máximo, podemos dormir e depois acordar normalmente. Além desses, há muitos outros mitos que podemos ir esclarecendo aos poucos.

Por ora, apresentamos a hipnose como um recurso facilitador, que acelera o processo terapêutico e pode trazer resultados fantásticos se bem utilizada. Amplas são as suas possibilidades de aplicação, abrangendo os mais diversos problemas de saúde e situações de vida, tais como estresse, transtornos alimentares, ansiedade, depressão, fobias, pânico, problemas de pele, disfunções sexuais, distúrbios do sono, dor, luto, baixa autoestima, timidez, entre tantos outros. O tesouro guardado todos nós temos. Mas para encontrá-lo é preciso pegar uma pá e cavar.

Camila Sousa de Almeida

Publicado no Portal Sergipe Saúde:

http://www.sergipesaude.com.br/artigo.php?op=36

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