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sexta-feira, 16 de maio de 2008

O "paradoxo francês"


RENAUD & DE LORGERIL em estudo da Organização Mundial de Saúde (projeto MONICA), evidenciaram que a incidência de doença cardíaca isquêmica (DCI) é menor na França do que em outros países industrializados, apesar de naquele país a dieta ser rica em gorduras e a incidência de fumantes na população alta, evidenciando-se todos os fatores de risco: consumo de gordura saturada, nível de colesterol sérico, pressão arterial, índice de massa corporal, tabagismo e sedentarismo. Esse fato foi designado pelos autores como o "paradoxo francês".

E qual o segredo desses franceses?

Isso foi atribuído ao consumo regular de vinho pelos franceses, pois o álcool eleva os níveis de HDL (high density lipoprotein ou lipoproteína de alta densidade), conhecido como o “bom colesterol”, no sangue. O "paradoxo francês" de Renaud e Lorgeril chamou muito a atenção dos pesquisadores, da imprensa mundial e conseqüentemente, do público. A divulgação do "paradoxo" em programa de alta audiência (21 milhões de espectadores) na TV americana teve tanta repercussão que as vendas de vinho nos EUA aumentaram 44% nas quatro semanas seguintes à apresentação do programa.
A segunda grande pesquisa sobre o assunto, em 1995, destacou os efeitos do vinho em relação a outras bebidas alcoólicas: realizada com 13 mil pessoas durante 12 anos por cientistas dinamarqueses do Copenhagen Heart Study, a pesquisa traz evidências de que as taxas de mortalidade diminuem mais entre pessoas que bebem vinho do que naquelas que tomam cerveja ou destilados.


Segundo algumas pesquisas o vinho ajuda:
A evitar doenças cardíacas: 1 a 3 taças de vinho por dia diminui em até 50% o risco de doenças coronarianas. Pesquisadores sugerem que pode haver outros componentes da bebida, além do etanol (álcool), com poderes preventivos (antioxidantes, taninos e componentes fenólicos).
A combater o câncer: Pesquisa feita por 2 biólogos moleculares da Universidade da Carolina do Norte (EUA), publicada em junho de 2000, relata evidências de que a substância resveratrol, encontrada na casca da uva, promove a morte das células cancerígenas por meio da inibição de uma proteína específica.
Além disso, pesquisas sugerem que o vinho também combata o mal de Alzheimer, promova prevenção de úlceras, também não engorda: pesquisa de 1997 desenvolvida na Universidade do Colorado (EUA) concluiu que homens saudáveis podem beber até 2 taças de vinho diárias sem ganho de peso.

Apesar do sucesso entre o público leigo, o "paradoxo" não conseguiu unanimidade na comunidade científica e já no número seguinte do periódico The Lancet, onde fora publicado "o paradoxo", existem cinco artigos que criticam o trabalho dos franceses. Assim, GURR argumenta que não se convenceu nem quanto ao efeito protetor do álcool e nem quanto a diferença de consumo de álcool entre a cidades francesas e de outros países. Cita inclusive a hipótese de outros autores, de que o alto consumo de álcool em algumas delas seria reponsável pela maior, e não menor, incidência de DCI. Diz ainda que a DCI continuará a ser paradoxal enquanto pesquisadores insistirem que os fatores dietéticos são os mais importantes. Acha que muitos outros fatores mais importantes dentro do estilo de vida deveriam ser considerados nessa equação. SEGALL , outro crítico do "paradoxo", lembra que em trabalho anterior utilizando as mesmas populações do trabalho de Renaud e Lorgeril, verificou que a lactose tem alta correlação positiva com DCI, dado ignorado na análise daqueles autores. Assim, o papel da lactose e não do vinho poderia ser relevante na DCI, já que populações que consomem mais vinho têm maior prevalência de má absorção de lactose e consomem menos alimentos ricos em lactose.

Entre dúvidas e certezas o bom mesmo é beber com moderação, portanto meu amigo, se você aprecia um bom vinho e está preocupado com a sua saúde lembre-se, apenas uma taça de vinho por dia!!!



sábado, 29 de março de 2008

Incenso e câncer


A queima de incenso, prática popular em locais religiosos e em residências, pode causar câncer, segundo cientistas de Taiwan. Os pesquisadores descobriram a presença de diversos agentes cancerígenos na fumaça exalada pela queima do incenso.

Os motivos que levam pessoas a queimarem incensos em suas casas são vários: uns procuram um odor agradável; outros têm motivos religiosos, e ainda há os que querem disfarçar outros odores. Em todos os casos, as consequências podem ser catastróficas: a queima de incenso torna o ar mais poluido do que o de uma grande rodovia muito movimentada.

A equipe chefiada pelo doutor Lin coletou amostras do ar no interior de um templo da cidade de Tainan e comparou-a com amostras coletadas no exterior do templo e também próximo a um movimentado cruzamento rodoviário.

No ar coletado no templo, os pesquisadores encontraram níveis elevados de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (PAH), pertencentes a um amplo grupo de agentes químicos cancerígenos, que são liberados na atmosfera pela queima de certas substâncias.

O nível de PAH no interior do templo foi 19 vezes maior do que o encontrado no lado de fora do prédio e um pouco acima do nível presente nas amostras colhidas no cruzamento.

No interior do templo, os pesquisadores encontraram também grandes quantidades de um PAH chamado benzopirene, que é considerado responsável pelo câncer causado nos fumantes.

Os níveis deste componente químico foram 45 vezes mais elevados no templo do que em residências de fumantes, e até 118 veses maiores do que em áreas fechadas, livres de qualquer fonte de combustão.

Mas ele acrescentou que "o risco de se desenvolver câncer pela inalação da fumaça produzida pela queima de incensos dependerá do nível de PAHs liberados por este tipo de fonte e pelo tempo de exposição a eles."


terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Menina de 11 anos carrega feto de irmã não-nascida nas costas


Esta menina chinesa de 11 anos tem um feto incrustado e que se sobressai em suas costas. Trata-se, obviamente, do feto não-nascido de uma irmã gêmea, que sobrevive como um parasita de seu corpo. Os pais foram avisados desde que ela nasceu acerca dessa má-formação. Desde então, juntaram dinheiro para que pudessem custear a cirurgia quando chegasse a hora. Agora, o feto parasita atingiu um tamanho tão grande que começou a prejudicar a saúde da menina, chamada Yin Xin, nascida no povoado de Chanzhi, na província de Shanxi.
"Tudo que se podia ver dessa má-formação a princípio era o seu braço. Porém agora está tomando cada vez mais a forma de um corpo humano. O braço, o barriga e inclusive a bundinha do feto podem ser observados", relatam os pais.
Nos próximos dias, a pequena Yin será submetida a uma série de exames para que os médicos verifiquem a melhor forma de extrair o feto; segundo o porta-voz da equipe médica, "a anormalidade já trouxe muitos problemas para Yin Xin. Ela tem 11 anos, mas mede apenas 1,11 m. Além disso, seus ombros e suas costas estão deformados por causa do feto parasita." "Mas estamos confiantes de que a cirururgia terá êxito e que ela será capaz de desenvolver uma vida relativamente normal depois da operação", acrescentou. No hospital, dizem que na China só foram conhecidos até agora uns 20 casos semelhantes ao desta menina.
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