sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Sugestionavelmente forte: os estranhos poderes do efeito placebo

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

assustAdorAmente


Cada cabeça é um planeta?
E vem você me dizer que não há vida fora da Terra.
Um insulto a quem tem cabeça!

Há vida no seu planeta?

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

A cor da melancia


Quantas cores são necessárias para compor uma melancia? 
Provavelmente ao olhar para essa imagem você desfrute uma cor por vez; ou até mesmo se dê o direito de saudavelmente se deliciar com a mistura de todas elas. 
Ao pensar em uma melancia qual a primeira cor que vem a sua mente?
Talvez você pense só na casca e logo responda com muita originalidade que a cor da melancia é na verdade a mistura de verde, verde escuro, verde claro e branco; talvez você seja mais específico, pense na polpa da fruta e responda naturalmente que a melancia não é nem verde, nem verde claro, nem branca; muito menos a mistura dessas cores; e sim vermelha. E de repente você pode se dar conta do quão estranho é pensar que na verdade a cor que vemos, ou a mistura de cores que vemos é exatamente aquela que não pertence ao objeto; a física explica, basicamente, que as cores vistas são exatamente aquelas que os objetos refletem ao receberem um feixe de luz, absorvendo todas as outras.
E por vezes eu me pergunto: seria o normal apenas o aparentemente estranho? Ou o estranho seria o aparentemente normal? 
Seria aquilo que vemos realmente aquilo que há? Ou aquilo que vemos possui simplesmente a tonalidade que vemos?
Dilemas do nosso dia-a-dia.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Suicídio: conhecer para prevenir





Sim, as cenas que você vê nesse vídeo são de pessoas reais, cometendo suicídios reais. Tais cenas fazem parte do documentário "A ponte" filmado na Golden Gate, EUA. As imagens são desagradáveis, chocantes...é assim que o suicídio é. O suicídio é um fenômeno complexo que tem atraído a atenção de filósofos, teólogos, médicos,sociólogos e artistas através dos séculos; de acordo com o filósofo francês Albert Camus, em O Mito de Sísifo, esta é a única questão filosófica séria.

O suicídio é uma das 10 maiores causas de morte em todos os países, e uma das três maiores causas de morte na faixa etária de 15 a 35 anos. Em média, um único suicídio afeta pelo menos outras seis pessoas. Se um suicídio ocorre em uma escola ou em algum local de trabalho, tem impacto em centenas de pessoas.

SUICÍDIO E TRANSTORNOS MENTAIS

A pesquisa na área tem sugerido que entre 40 e 60% das pessoas que cometeram o suicídio consultaram um médico no mês anterior ao suicídio; destes, a maioria foi a um clínico geral, e não a um psiquiatra.
Os estudos, tanto nos países desenvolvidos quanto nos países subdesenvolvidos, revelam uma prevalência total de transtornos mentais de 80 a 100% em casos de suicídios com êxito letal. Um achado comum naqueles que cometem o suicídio é a presença de transtornos comórbidos. Os transtornos que comumente apresentam-se em conjunto são alcoolismo e transtornos do humor (p. ex., depressão) e transtornos de personalidade juntamente com outros transtornos psiquiátricos.

Transtornos do humor

Todos os tipos de transtornos do humor têm sido associados com suicídio. Estes incluem transtorno afetivo bipolar, episódios depressivos, transtorno depressivo recorrente e transtornos do humor persistentes (p.ex., ciclotimia e distimia).
Características clínicas específicas associadas com aumento do risco de suicídio na depressão são:

  •    Insônia persistente.
  •    Negligência com os cuidados pessoais.
  •    Doença grave (particularmente depressão psicótica).
  •    Déficit de memória.
  •    Agitação.
  •    Ataques de pânico.

Os seguintes fatores de risco aumentam o risco de suicídio em pessoas com depressão:


  •     Idade menor que 25 em homens.
  •     Fases precoces da doença.
  •     Abuso de álcool.
  •     Fase depressiva de um transtorno bipolar.
  •     Estado misto (maníaco-depressivo).
  •     Mania psicótica.

Avanços recentes no tratamento da depressão são muito relevantes para a prevenção do suicídio em nível de atenção básica à saúde. Dados epidemiológicos sugerem que os antidepressivos reduzem o risco de suicídio entre os deprimidos. A dose terapêutica plena da medicação deve ser mantida por vários meses. No idoso, pode ser necessário continuar o tratamento por 2 anos depois da recuperação. Verificou-se que os pacientes em uso regular de lítio em terapia de manutenção tem um risco de suicídio diminuído.

COMO IDENTIFICAR PACIENTES EM ALTO RISCO DE COMPORTAMENTO SUICIDA


  •    Transtornos psiquiátricos (geralmente depressão, alcoolismo e transtornos de  personalidade).
  •    Doença física (doenças terminais, dolorosas ou debilitantes, AIDS).
  •    Tentativas anteriores de suicídio.
  •    História familiar de suicídio, alcoolismo e/ou outros transtornos psiquiátricos.
  •    Estado marital solteiro, viúvo ou separado.
  •    Viver sozinho (isolamento social).
  •    Desemprego ou aposentadoria.
  •    Luto na infância.

Se o paciente encontra-se sob tratamento psiquiátrico, o risco é maior naqueles que:


  • Tiveram alta recentemente do hospital.
  • Tem história de tentativas anteriores.

Além disso, fatores de vida estressores recentes que foram associados com um risco aumentado para suicídio incluem:


  •    Separação marital.
  •    Luto.
  •    Problemas familiares.
  •    Alterações no status ocupacional ou financeiro.
  •    Rejeição de uma pessoa significativa.
  •    Vergonha e medo de ser culpado de algo.


Mitos
Realidade
Os pacientes que falam em suicídio
raramente o cometem.
Os pacientes que cometem suicídio
normalmente dão alguma pista ou aviso antecipadamente. As ameças devem ser levadas a sério.
Perguntar sobre suicídio pode provocar atos suicidas.
Perguntar sobre suicídio frequentemente reduzirá a ansiedade a respeito deste tema; o paciente pode sentir-se aliviado e melhor
compreendido.


PRECAUÇÕES

·         Melhora falsa ou enganosa: Quando um paciente agitado de repente fica calmo, ele pode ter tomado a decisão de comter suicídio, daí a calma após a decisão.
·        Negação: Pacientes que tem intenções muito sérias de suicidar-se podem deliberadamente negar a ideação suicida.

Leia mais em:

http://www.abelsidney.pro.br/prevenir/medicos.pdf





terça-feira, 7 de setembro de 2010

CONSTRUINDO SOLUÇÕES PARA DESCONSTRUIR PROBLEMAS



1ª JORNADA DE PSICOTERAPIA BREVE 
com o tema central: CONSTRUINDO SOLUÇÕES PARA DESCONSTRUIR PROBLEMAS. 

Nos dias 05,06 e 07 de novembro.
Maceió - AL



A Psicoterapia Breve é um ramo da psicologia clínica focada na solução de problemas, conseguindo através da formulação estratégica de intervenções, o desenvolvimento natural do potencial humano para a construção do equilíbrio e do bem-estar. 

Este evento contará com a participação de palestrantes renomados, na área de psicologia, como João Facchinette (AL), diretor do Instituto Erickson / Maceió e professor do curso de Extensão em Hipnose e Psicoterapia Breve ; Julia Kovacs (SP), autora de livros como: Fundamentos de Psicologia Morte e Existência Humana; Educação para Morte: Desafios na Formação de Prof. de Saúde e Educação e outros; José Augusto Mendonça (BH), autor do livro A Magia da Hipnose na Psicoterapia; Angela Cota (BH), autora de livros como Abrindo Portas com Amor; Lika Queiroz (BA), Uma das Fundadoras da Gestalt-Terapia no Brasil. Dentre outros grandes nomes da psicoterapia breve. Será uma oportunidade imperdível de aprimorar e adquirir novos conhecimentos no campo da psicologia. 

Mais informações: Instituto Erickson / Maceió (82) 3326-1421 ou hipnose@superig.com.br ou jornadapb@yahoo.com.br

Progamação :

Palestra: Psiconcologia - Julia Kovacs (SP)
Mesa redonda: Construindo soluções para desconstruir problemas
Palestra: O desafio da Psicoterapia Breve no novo milênio - Lika Queiroz (BA)
Palestra: Características essenciais no desenvolvimento da Psicoterapia Breve - J. Augusto (BH)
Mesa redonda: A mutável família moderna e as Terapias Breves com suas crianças
Palestra: A psicossomática na era da internet e suas intervenções terapêuticas - Leda Delmondes (SE)
Mesa redonda: A equipe no hospital atuando com pacientes em situações de crise
Mesa redonda: Fibromialgia

Mini-curso: trabalhando com crianças - Ângela Cota (BH)



terça-feira, 31 de agosto de 2010

Em ritmo de galope


Em seu livro Imagery in healing, Jeanne Achterberg (1985) oferece ótimos exemplos das maneiras nas quais as expectativas influenciam o resultado no campo médico/físico (quem dirá no médico/psicológico). Ela relata uma história do livro de Norman Cousins, The healing heart, sobre um paciente criticamente doente, cujo músculo cardíaco estava irreparavelmente comprometido e com quem já haviam se esgotado todos os recursos terapêuticos. Durante as visitas seu médico mencionou à equipe que o paciente tinha um batimento cardíaco em ritmo de galope, na verdade um sinal de patologia importante. Vários meses mais tarde, o paciente foi fazer o check-up e sua recuperação havia sido fantástica. Ele contou ao seu médico que sabia o que havia feito com que ele melhorasse e exatamente quando isso ocorreu: 
"Na quinta-feira, pela manhã, quando você entrou com sua equipe, aconteceu algo que mudou tudo. Você escutou meu coração; parecia satisfeito com o que ouviu e disse a todos que estavam em volta do meu leito que eu tinha um batimento cardíaco em ritmo de galope, logo supus que eu deveria ter um coração muito forte e, portanto, não poderia estar morrendo. Soube naquele instante que iria me recuperar."  

Como o que esperamos influencia o que recebemos, uma terapia voltada para a solução mantém as pressuposições que intensificam a cooperação paciente-terapeuta, confere poder ao paciente. As predisposições das expectativas dos terapeutas, não importa se positivas ou negativas, influenciarão o curso e o resultado da terapia. Os pacientes têm recursos e forças para resolver suas queixas; é tarefa do terapeuta abrir caminhos para essas habilidades e colocá-las em prática.

* Texto extraído e adaptado de Hipnose e Psicoterapia Breve - módulo básico - Instituto Erickson de Maceió.    

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Depressão: quando encaminhar ao psiquiatra?



A depressão é uma condição relativamente comum, de curso crônico e recorrente. Está freqüentemente associada com incapacitação funcional e comprometimento da saúde física. Os pacientes deprimidos apresentam limitação da sua atividade e bem estar, além de uma maior utilização de serviços de saúde. No entanto, a depressão segue sendo subdiagnosticada e subtratada. Entre 30 e 60% dos casos de depressão não são detectados pelo médico clínico em cuidados primários. Muitas vezes, os pacientes deprimidos também não recebem tratamentos suficientemente adequados e específicos. A morbi-mortalidade associada à depressão pode ser, em boa parte, prevenida (em torno de 70%) com o tratamento correto.


Quando encaminhar ao psiquiatra?

  • O encaminhamento ao psiquiatra está indicado nas seguintes situações:

1) risco de suicídio;
2) sintomas psicóticos;
3) história de transtorno afetivo bipolar. 

  • O encaminhamento ou consultoria com psiquiatra é apropriado nas seguintes situações:

1) médico sente-se incapaz de lidar com o caso;
2) duas ou mais tentativas de tratamento antidepressivo malsucedidas
ou com resposta parcial.


Quando tratar com Antidepressivos?

Episódio depressivo moderado a grave e distimia

Os medicamentos antidepressivos são a primeira linha de tratamento independente da presença de fatores ambientais.

Episódios depressivos leves (primeiro episódio)

1) Antidepressivos não estão indicados;
2) educação, suporte e simples solução de problemas são recomendados;
3) monitoração para a persistência ou para o desenvolvimento de episódio depressivo moderado a grave.

Episódios depressivos leves persistentes

Teste terapêutico com medicamento antidepressivo.

Episódio depressivo leve em paciente com história prévia de episódio depressivo moderado a grave

Considerar tratamento com antidepressivo.

Episódios depressivos leves a moderados
Psicoterapias específicas para depressão (cognitiva e interpessoal) são alternativas efetivas aos medicamentos, dependendo da disponibilidade de profissionais e preferência do paciente.


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