sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
TDAH - Quase sem querer
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Listas listas CinéfiListas

As últimas listas do ano velho e as primeiras do novo
Passagem de ano é um prato cheio para quem gosta de listas (e que cinéfilo não gosta ou não tem sua seleção particular?). Para não dar a impressão de que todo ano é a mesma coisa, alguns veículos inventam disfarces. O "New York Times" caracterizou as de seus três críticos como se fossem indicações para o Oscar (o que reduziu os títulos dos habituais dez para cinco):
A. O. Scott
"Wall-E" (Andrew Stanton)
"Milk" (Gus van Sant)
"Cadillac Records" (Darnell Martin)
"O Casamento de Rachel" (Jonathan Demme)
"Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)
Manohla Dargis
"Batman - O Cavaleiro das Trevas" (Christopher Nolan)
"Le Voyage du Ballon Rouge" (Hou Hsiao-hsien)
"Paranoid Park" (Gus van Sant)
"Luz Silenciosa" (Carlos Reygadas)
"Synecdoche, New York" (Charlie Kaufman)
Stephen Holden
"Wall-E" (Andrew Stanton)
"Entre Paredes" (Laurent Cantet)
"Do Outro Lado" (Fatih Akin)
"4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias" (Cristian Mungiu)
"Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)
O muito mais democrático IndieWIRE reuniu votos dos que o site considera os 105 críticos de cinema mais importantes dos EUA e chegou ao seguinte:
- "Le Voyage du Ballon Rouge" (Hou Hsiao-hsien)
- "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
- "WALL-E" (Andrew Stanton)
- "Wendy and Lucy" (Kelly Reichardt)
- "Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)
- "Paranoid Park" (Gus van Sant)
- "Em Busca da Vida" (Jia Zhang-ke)
- "Luz Silenciosa" (Carlos Reygadas)
- "Synecdoche, New York" (Charlie Kaufman)
- "Valsa com Bashir" (Ari Folman)
Duas publicações europeias de peso acabam de divulgar suas seleções. A dos "Cahiers du Cinéma" ficou assim:
- "Guerra sem Cortes" (Brian De Palma)
- "Juventude em Marcha" (Pedro Costa)
- "Cloverfield" (Mat Reeves)
- "Onde os Fracos Não Têm Vez" (Joel & Ethan Coen)
- "Two Lovers" (James Gray)
- "Valsa com Bashir" (Ari Folman)
- "Dernier Maquis" (Rabah Ameus-Zaïmeche)
- "Hunger" (Steeve McQueen)
- "A Short Film About the Indio Nacional" (Raya Martin)
- "De la Guerre" (Bertrand Bonello)
A mesma publicação traz ainda a escolha de seus leitores:
- "O Silêncio de Lorna" (Luc e Jean-Pierre Dardenne)
- "Onde os Fracos Não Têm Vez" (Joel & Ethan Coen)
- "Valsa com Bashir" (Ari Folman)
- "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
- "Sangue Negro" (Paul Thomas Anderson)
- "Two Lovers" (James Gray)
- "Vicky Christina Barcelona" (Woody Allen)
- "Hunger" (Steeve McQueen)
- "A Vida Moderna" (Raymond Depardon)
- "Entre Paredes" (Laurent Cantet)
Ainda da França a mais pop "Les Inrockuptibles" também fez a sua:
- "Two Lovers" (James Gray)
- "My Magic" (Eric Khoo)
- "Woman on the Beach" (Hong Sang-soo)
- "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
- "Viagem a Darjeeling" (Wes Anderson)
- "Onde os Fracos Não Têm Vez" (Joel & Ethan Coen)
- "Speed Racer" (Andy e Larry Wachovski)
- "A Bela Junie" (Christophe Honoré)
- "Horas de Verão" (Olivier Assayas)
- "Cristóvão Colombo - O Enigma" (Manoel de Oliveira)
Do outro lado da Mancha, a matriz de todas as listas, a honrosa "Sight & Sound" traz na edição de janeiro o balanço de uma consulta feita junto a 50 críticos mundo afora (não, nenhum brasileiro integra a consulta):
- "Hunger" (Steve McQueen)
- "Sangue Negro" (Paul Thomas Anderson)
- "WALL-E" (Andrew Stanton)
- "Gomorra" (Matteo Garrone)
- "Um Conto de Natal" (Arnaud Desplechin)
- "Entre Paredes" (Laurent Cantet)
- "Of Time and the City" (Terence Davies)
- "Happy-Go-Lucky" (Mike Leigh)
- "A Mulher sem Cabeça" (Lucrecia Martel)
- "Deixe Ela Entrar" (Tomas Alfredson)
Confira AQUI uma lista de estréias!
Leia mais em: http://ilustradanocinema.folha.blog.uol.com.br/
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
A tranquilidade da alma

"Para todos os doentes o caso é o mesmo: tanto tratando-se daqueles que se atormentam por uma inconstância de humor, seus desgostos, sua perpétua versatilidade e sempre amam somente aquilo que abandonaram, como aqueles que só sabem suspirar e bocejar. Acrescenta-lhes aqueles que se viram e reviram como as pessoas que não conseguem dormir, e experimentam sucessivamente todas as posições até que a fadiga as faça encontrar o repouso: depois de ter modificado cem vezes o plano de sua existência, eles acabam por ficar na posição onde os surpreende não a impaciência da variação mas a velhice, cuja indolência rejeita as inovações. Ajunta, ainda, aqueles que não mudam nunca, não por obstinação, mas por preguiça, e que vivem não como desejam, mas como sempre viveram."
Vemos claramente neste texto os atuais tipos psicológicos dos depressivos clássicos, que amam aquilo que abandonaram, os deprimidos ansiosos, que se viram e reviram, os distímicos mal adaptados que rejeitam inovações e não suportam o amadurecimento e os depressivos introvertidos, apáticos por natureza.
Retirado de: Ballone GJ -Eutimia- in. PsiqWeb, Internet - disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.
domingo, 28 de dezembro de 2008
O sentido da vida: sofrer?
A vida às vezes parece tão sem sentido...
A gente tá vivo todos os dias certo? E ai o que é que a gente faz: enche nossos dias de obrigações, correrias, rancores, dores e dissabores...
Tudo é sempre tão difícil, tão complicado, tão inalcansável.
...e a gente se desgasta em nome de algo que a gente nem sabe o que é direito, mas percebe no fundo que é um algo tão sem importância, muitas vezes sem valor...
E quando é algo valoroso então? Ai é que a gente sofre mesmo!
Mas a gente sofre da forma errada, pelas coisas erradas e através de artifícios errados.
Será que tem sentido mesmo a gente abdicar de momentos em nome de sofrimentos?!
O homem sério vive sua vida de cara fechada impondo respeito à sociedade apressada
Carrega nos olhos a dor da força que faz pra provar a todo mundo que, "Sim!!! Eu sei viver!"
Eu sou um homem importante, de cargos, carros, bens e...e...o que mais?!
E os nomes das pessoas então, estão cada vez mais comuns, ja reparou?
"meu nome é Médico, prazer!"
"eu sou a senhora Advogada, como vai?"
"eu me chamo Jornalista, tudo bem?"
Mas sempre vem aquele dia da sanidade!
Ele vem com aquele vento frio que entra sussurando pelo ouvido
Eriça os pelos do corpo e te faz tremer, chorar e soluçar.
É quando você começa a pensar como teria tudo sido se tudo assim não o fosse!
Se se desgastasse o Desgastar
Se se sofresse o Sofrer
E tudo virasse o Querer
E tudo quisesse o Você
Ai sim...olha só, a vida é simples!
O complicado mesmo é não viver!
Medo de viver a vida com medo de viver!
A vida é simples sim...e como tudo que é simples na vida, um dia ela morre!
A vida nos foi dada, cabe a nós nos darmos à vida!
Usufruí-la sem medos, sem receios, sem exageros.
A vida é um verbo que deve ser conjugado sempre no infinito/infinitivo.
É Viver!!!
O sentido da vida? É viver!
Thiago Moraes
* pensando em vocês: Verônica e Matão...obrigado por mais esse ensinamento!
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Um novo despertar - a vida de um narcoléptico
A proposta era que fizéssemos um filme no estilo ficção que abordasse de forma não científica as principais características do transtorno e suas implicações no funcionamento orgânico, mental e social do indivíduo afetado. Esse foi o resultado da equipe "Narcolepsia".
Alguns indivíduos com Narcolepsia experimentam sonolência diurna generalizada entre os distintos ataques de sono. Eles podem descrever a capacidade de dormir a qualquer momento, em qualquer situação. Um comportamento automático, no qual o indivíduo se engaja em atividades sem uma plena consciência, pode ocorrer em conseqüência de uma sonolência profunda. Sonhos freqüentes, intensos e vívidos podem ocorrer durante o sono noturno.
Os indivíduos com Narcolepsia com freqüência têm um sono noturno fragmentado em decorrência de despertares espontâneos ou movimentos periódicos dos membros.
Os indivíduos com Narcolepsia podem hesitar quanto ao envolvimento em atividades sociais, por medo de adormecerem ou terem um episódio de cataplexia ( episódios breves de perda bilateral súbita do tono muscular, mais freqüentemente em associação com intensa emoção ).
Um transtorno mental concomitante ou uma história de outro transtorno mental podem ser encontrados em aproximadamente 40% dos indivíduos com Narcolepsia. Os transtornos encontrados com maior freqüência são Transtornos do Humor (principalmente Transtorno Depressivo Maior e Distimia), seguidos por Transtornos Relacionados a Substâncias e Transtorno de Ansiedade Generalizada. Uma história de Parassonias tais como Transtorno de Sonambulismo, bruxismo (cerrar as mandíbulas e ranger os dentes) e Enurese parece ser mais comum em indivíduos com Narcolepsia.
Para saber mais sobre narcolepsia acesse: http://www.psiquiatriageral.com.br/dsm4/sono2.htm
Um dia de sua vida por uma vida inteira

Nos dias 18 e 19 de Dezembro você terá oportunidade de se cadastrar como doador voluntário de medula óssea do Brasil. As Ligas Acadêmicas de Oncologia da UFAL e da UNCISAL em parceria com o HEMOAL e com a APALA, organizaram dois dias inteiros para coleta externa de doadores voluntários: 18 e 19 de dez. no Hiperbompreço ao lado do Shopping, das 10h às 22h. O processo consiste em um cadastramento do voluntário e de uma coleta de 4ml de sangue o qual será submetido a um teste de compatibilidade e adicionado ao REDOME. Este ato não demora mais que 5 min e pode salvar uma vida.
É necessário ter 18 a 55 anos e estar com seu RG em mãos
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
"A fome tem uma saúde de ferro"
"Vou fazer um slideshow para você.
Está preparado? É comum, você já viu essas imagens antes.
Quem sabe até já se acostumou com elas.
Começa com aquelas crianças famintas da África.
Aquelas com os ossos visíveis por baixo da pele.
Aquelas com moscas nos olhos.
Os slides se sucedem.
Êxodos de populações inteiras.
Gente faminta.
Gente pobre.
Gente sem futuro.
Durante décadas, vimos essas imagens.
No Discovery Channel, na National Geographic, nos concursos de foto.
Algumas viraram até objetos de arte, em livros de fotógrafos renomados.
São imagens de miséria que comovem.
São imagens que criam plataformas de governo.
Criam ONGs.
Criam entidades.
Criam movimentos sociais.
A miséria pelo mundo, seja em Uganda ou no Ceará, na Índia ou em Bogotá sensibiliza.
Ano após ano, discutiu-se o que fazer.
Anos de pressão para sensibilizar uma infinidade de líderes que se sucederam nas nações mais poderosas do planeta.
Dizem que 40 bilhões de dólares seriam necessários para resolver o problema da fome no mundo.
Resolver, capicce?
Extinguir.
Não haveria mais nenhum menininho terrivelmente magro e sem futuro, em nenhum canto do planeta.
Não sei como calcularam este número.
Mas digamos que esteja subestimado.
Digamos que seja o dobro.
Ou o triplo.
Com 120 bilhões o mundo seria um lugar mais justo.
Não houve passeata, discurso político ou filosófico ou foto que sensibilizasse.
Não houve documentário, ong, lobby ou pressão que resolvesse.
Mas em uma semana, os mesmos líderes, as mesmas potências, tiraram da cartola 2.2 trilhões de dólares (700 bi nos EUA, 1.5 tri na Europa) para salvar da fome quem já estava de barriga cheia."
Texto do Neto, diretor de criação e sócio da Bullet, sobre a crise mundial.